sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Atividades com prendedores de roupas.



Brincadeiras com pregador de roupa, um material barato, fácil de encontrar e que rende um monte de atividades que ajudam a desenvolver a coordenação motora fina.

Atividades de aprendizagem

1. Cores e números
Esta atividade do blog Where Imagination Grows permite ajudar a criança a aprender sobre cores e números de um jeito interessante. Dá um trabalho preparar o material, como mostra o passo a passo do post original, mas o resultado compensa.
Ideias com pregador de roupa - contagem de numeros e cores
2. Identificar as cores
esta atividade do No Time For Flash Cards tem como foco ajudar as crianças a identificar as cores. É uma versão parecida com a que a @patcamargo fez com os filhos na Gincana do Desenvolvimento, só que naquele caso a ideia era ensinar sobre quantidades enquanto se desenvolve a coordenação motora.
10 brincadeiras com pregador de roupa - identificar cores
3. Cores e formas
Você também pode fazer uma brincadeira que ensina sobre cores e formas ao mesmo tempo. Esta aqui do Pleasantestthing usa feltro e não é muito complicada de se fazer. Acaba sendo uma boa brincadeira para se colocar numa “busy bag” para entreter a criança nas viagens longas de carro ou de avião.
Brincadeiras com pregador de roupa - identificar cores com formas
4. Pinça de pom pom
Por último nas atividades de aprendizagem, uma ideia simples em que você não precisa fazer nada além de reunir pregadores de roupas, pompons e alguns recipientes em um cantinho para a criança se distrair brincando. É perfeita para aquele momento em que você precisa fazer alguma coisa ou que a casa está precisando de um pouco de silêncio. Veja como a Jamie, do Hands on as we Grow fez com os filhos dela neste post aqui.
Brincadeiras com pregador de roupa - pinça de pompom

Atividades de arte

5. Dinossauro
Olha só que jeito mais bacana de desenvolver a coordenação motora fina e ainda criar um brinquedo! Este dinossauro do blog No Time For Flash Cards é muito legal! O passo-a-passo de como fazer está no post original.
Brincadeiras com pregador de roupa - dinossaurdo de pregador
6. Bichinhos
Por falar em jeito bacana de usar os pregadores de roupa, o Molas & Co criou uma série incrível de trabalhos usando eles.
Brincadeiras com pregador de roupa - bichinhos
Eu até tenho alguma habilidade manual, mas estou longe de conseguir fazer algo bonito assim. Estou pensando em adaptar a ideia imprimindo e recortando algumas imagens interessantes da internet. Pode ser que funcione. Se você tiver alguma sugestão de como fazer, aproveite a parte dos comentários aí embaixo para compartilhar comigo!
7. Gafanhoto
Dá uma olhada nesse gafanhoto e veja se ele não é tudo de fofo? Eu adorei! uma ótima ideia e simples de fazer que eu encontrei neste post do blog Kiwicrate. Depois que a criança cansar de brincar o gafanhoto pode virar um divertido enfeite para um vaso de planta que você tenha em casa :)
Brincadeiras com pregador de roupa - gafanhoto
8. Lagarta
Já que falamos de plantas e bichinho de jardim, que tal fazer esta lagarta que eu vi no blog Somewhere-in-the-middle com os pequenos? Lá no post eles explicam o passo a passo de como fazer
Brincadeiras com pregador de roupa - lagarta
Uma coisa é que eu amei desta lagarta é que ela é a personagem principal de um livro infantil que eu comprei para a Gabi e ela adora: Uma Lagarta Muito Comilona. Eu vou fazer uma lagarta dessa para ela só para poder mostrar junto com a história e assim juntar a leitura com a brincadeira. Acho que vai ser divertido :)
9. Pintura com pompom
Uma outra ideia é não fazer uma atividade tão dirigida quanto criar um bicho e simplesmente deixar a criança usar o prendedor para fazer um pincel diferente, com um pompom, como mostra este post do blog Learning4kids.net.
Brincadeiras com pregador de roupa - pintura com pompom e pregador de roupa
Por falar em jeito diferentes de pintar, aqui no blog tem outros posts com ideias de como brincar de pintura sem usar pincel. Dá uma olhada no post com “5 maneiras diferentes de pintar”, ou no post “Dia de bagunça com jeitos diferentes de fazer arte”. 
Se você ficou com interesse em fazer atividades assim, mas não tem o material certo em casa, uma alternativa é comprar a caixa avulsa Pintando o 7, do Box Joanninha, que é um serviço de assinatura em que você recebe em casa, todo mês, um kit com atividades surpresa para fazer com o seu filho. Eu mostrei como funcionou esta caixa aqui em casa neste post aqui. Recomendo!
10. Avião
Por último eu não podia deixar de repetir o avião de pregador e palito de picolé. Ele é muito bom! Vai que você não tinha visto esta ideia ainda no post das ideias criativas com palito ;)
Brincadeiras com pregador de roupa - avião

Fonte: Clique aqui...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Compreendendo o desenho e sua poética.




Toda a criança desenha. Como compreender esse processo que começa igual para todas e vai se desenvolvendo? Como olhar o amadurecimento do ato de desenhar e identificar seus marcos?
A criança, mesmo em atividades coletivas, é única. Quando está desenhando não é diferente. Desenhar é expressar-se por meio de marcas, num modo próprio. É criação, é conquista de desenvolvimento motor e intelectual, é uma conversa com os saberes e a cultura que, nos primeiros meses de vida, tem características humanas universais.
 
O desenho, como Edith lembrou na postagem “Palavra de Edith Derdyk o desenho do gesto e dos traços sensíveis é linguagem inata: toda a criança, de qualquer tempo e lugar, desenha. Toda criança possui intimidade com o desenho como ponte de investigação, expressão e comunicação com o mundo.
 
desenho 3Da mesma forma que um desenvolvimento transformador, que passa por conquistas graduais e individuais, leva o bebê a andar, também o leva a ser capaz de desenhar. A criança começa a se expressar nos primeiros traços e percorre um caminho até realizar desenhos mais organizados e elaborados. Rosa Iavelberg ainda destaca que a única coisa que sabemos ser universal no desenho infantil é a garatuja. Todo o resto depende do contexto cultural.
 
Etapas flexíveis do desenho
 
As etapas do desenvolvimento na maneira de se expressar estão separadas por momentos muito tênues, flexíveis, mas que permitem observar e conhecer o modo como cada criança desenha ao longo do seu amadurecimento. A passagem de uma maneira de desenhar para a outra pode ter idas e vindas e muitas vezes misturar características de vários momentos. Podemos fazer um paralelo com os artistas nas pesquisas que realizam para suas obras. Não devemos ver cada etapa em forma de bloco estanque, até porque estaríamos formulando teorias que podem excluir o que não estiver de acordo com uma “norma prevista”. E esta não é a intenção! Ao conhecer as fases do desenho da criança o professor dispõe de elementos do universo infantil, e pode perceber e compreender a singularidade de cada pequeno no seu próprio processo de pesquisa e descobertas.
O conhecimento sobre as etapas do desenho não é importante para a criança em seu processo individual, mas é interessante para o educador poder acompanhar e identificar as conquistas de seus pequenos, tornando-se sensível ao universo gráfico infantil.
 
O corpo como expressão
 
A criança de 0 a 2 anos relaciona-se com o mundo através do corpo e com ele demonstra suas percepções, sensações e emoções. Nessa época a imitação é um importante mecanismo da aprendizagem. Assim como imita gestos (aprendendo movimentos) e sons (aprendendo os rudimentos da fala) a criança imita a ação do adulto de riscar o papel.
desenho 1Bebês podem imitar a ação dos adultos e riscar a partir dos 6 meses, mas é por volta dos dois anos que a criança começa a desenhar pelo prazer de deixar marcas. Para a filósofa da arte Florence de Mèredieu (1974), o primeiro espaço gráfico da criança é o corpo sobre o papel, ou seja, os movimentos de seu corpo no espaço. Em seguida, o estímulo visual dos próprios traços que ela registra no papel, na areia, no chão e nas paredes passam ser motivadores. Mas sua ação está ligada às marcas que surgem e, por não serem ainda uma pesquisa, se a ponta do lápis quebrar a atividade pode parar. Isto porque, o importante para a criança neste momento é a variedade de marcas (garatujas) que ela pode realizar com muitos tipos de gestos e a exploração das diversas maneiras de preencher o papel ou qualquer espaço.
 
Percebendo as marcas
 
desenho 4
Nessa etapa, ao desenhar, a criança faz um traço, observa-o e segue produzindo outros traços na busca de ficar satisfeita. O preenchimento do suporte com inúmeros traços levou a psicóloga, pesquisadora e professora de creche Rhoda Kellogg, chamar este processo de relação mão-olho. Nesta fase, quanto mais oportunidades de desenhar forem dadas à criança, mais extensa será sua pesquisa gráfica para que desenvolva esse controle, faça descobertas e registros com sua maneira de desenhar. A doutora em psicologia e educação e formadora, Denise Nalini, defende que  na Educação Infantil a criança deve desenhar todos os dias.
 
Nascem as primeiras garatujas
 
A frequência do desenhar permite à criança memorizar sua forma de criar e, na medida em que vai ganhando controle motor, produz as mesmas formas de maneira mais limpa e controlada. Com a memorização as formas passam a fazer parte do repertório da criança e possibilitam inúmeras experiências por combinações, sobreposições, agrupamento ou repetição, surgindo um grafismo.
 
rabiscos básicos Rhodda Kellogg
O surgimento das figuras
 
Ao desenhar livremente, a criança sobrepõem traços e explora a ocupação do espaço. Aos poucos, sobrepondo as marcas, as formas começam a aparecer e novas ocupações do papel (suporte) são descobertas. Algumas crianças ocupam todo o espaço, outras desenham mais próximo à borda. Surgem algumas formas irregulares, livres, e outras um pouco mais definidas, sugerindo quadrado, triângulo, círculo, cruz e o xis.
desenho 6No processo do grafismo infantil nasce a organização concêntrica. O desenho tem o centro marcado e apresenta certa simetria. Esta etapa, para Kellogg, é a chave visual que leva a criança ao trabalho figurativo. Nascem, então, os formatos de sóis.
Neste caminhar, com a exploração do próprio desenho – desenhando, desenhando e desenhando gostoso! – as crianças fazem suas conquistas gráficas. É uma fase importante em que aprendem a desenhar a cada novo desenho que realizam (não com modelos prontos!). Não direcionar e deixar a pesquisa livre são estímulos para a criança não se tolher e nem se bloquear em seu fazer artístico. Mirian Celeste Martins, professora de pós-graduação em Educação, Arte e Cultura da Universidade Mackenzie, diz que muitas crianças chegam ao Ensino Fundamental com a expressividade bloqueada justamente por conta do direcionamento que tiveram na infância para atividades como reproduzir ou colorir desenhos prontos.
 
O desenho é fundamental
 
Os professores devem proporcionar oportunidades para as crianças experimentarem diferentes formas de desenhar. Elas precisam explorar a pressão com que marcam o suporte, diferentes planos e materiais para descobrir suas qualidades:
  • liso e o áspero
  • grande e  pequeno,
  • seco e molhado,
  • quente e frio
  • macio e duro
  • rígido e molhe
  • reto e curvo
  • fino e grosso
  • etc..
Também explorar diversas possibilidades de riscar, marcar, modelar e pintar sobre superfícies variadas:
  • ajulejo
  • chão,
  • madeira,
  • papel,
  • papelão,
  • plástico
  • parede,
  • tecido,
  • areia,
  • terra
  • lousa
  • etc.
A experiência é mais importante do que o resultado
 
desenho 5
É uma prática comum do adulto perguntar para a criança o que ela desenhou. A criança pequena que não pensou numa narrativa durante a execução do desenho, acaba por criar um significado de momento para corresponder à expectativa do adulto. Desse modo, ao ser cobrada sobre uma explicação, ela passa a entender que somente formas figurativas às quais se pode atribuir um nome são compreendidas e valorizadas pelo adulto. Nesta fase do desenvolvimento a criança ainda não é capaz de executar o que está sendo solicitado e passa, antecipadamente, a buscar soluções esquemáticas e figurativas para a sua produção. Talvez possamos refletir um pouco mais sobre como a criança desenha e menos com o quê o desenho conta sobre o que a criança é! nos lembra Edith Derdyk. Outra prática comum dos professores é escrever os significados dos desenhos na própria produção, interferindo na sua estética. Quando a criança faz uma narrativa sobre sua produção é mais respeittoso fazer anotações no verso do desenho.
 
Figura humana
 
Uma mudança grande ocorre a partir dos três anos. Surge a figura humana e o desenho como um todo passa a ser mais figurativo. Nessa fase a criança está vivenciando a fase do faz-de-conta e ampliando o uso das palavras e das narrativas. Assim, tudo passa a ter nome e, com o desenvolvimento da linguagem, também significados. É uma delicia ouvir as descrições e narrativas criativas dos pequenos nesta fase!
Conforme estudo de Kellog, os agrupamentos e sóis concêntricos da fase anterior começam a dar elementos para a figuração. Os raios do sol se transformam em pernas e braços, que saem diretamente da cabeça. A criança, sem abandonar de todo as garatujas, começa a elaborar novos símbolos como uma espécie de vocabulário visual, construído a partir da extensa pesquisa gráfica. É como se buscasse resolver desafios: como meu corpo pode fazer essa marca? Que desenho bacana o do meu colega! Vou tentar copiar seus gestos!  
Florence de Mèredieu propõe considerar a evolução do grafismo não como uma caminhada para uma figuração adequada ao real, mas com uma desgestualização progressiva.
 
Inventando formas de fazer outras figuras 
 
Os estudos de Kellog indicam que uma mancha surge para ser o tronco que sustenta a cabeça, e raios fazem os membros. Depois é a vez dos animais. A criança joga os membros para baixo e cria seus bichinhos. Da mesma maneira surgem árvores, flores e vegetais. Combinando as formas já aprendidas surgem as casas e meios de transporte. Nesta fase, ela não está preocupada em fazer desenhos parecidos com os seres e objetos do mundo real.
Diversos aspectos marcam as produções das crianças:
Captura de Tela 2016-01-20 às 23.39.29
 
Partilhar a descoberta  
Antes dos quatro anos a criança já observa o resultado de suas marcas, dos amigos e sabe dar sua opinião. O professor pode propiciar momentos de troca das soluções gráficas, compartilhando descobertas. Não adianta mostrar o resultado de uma marcacomo por exemplo um circulo para inspirar as outras crianças. Nesta fase a crianças copia os gestos. Assim, o professor pode ajudar as crianças a perceberem os movimentos que geram as diferentes marcas dos desenhos.
Desenhar para a criança é crescer. Ela conecta corpo, mente, sensação e emoções num ato que parte do lúdico e mergulha na criação e no sonho. Desenhar, desde que se possa segurar um riscador e riscar é permitir a poesia infantil.
Os significados do ato de desenhar na infância têm sido estudados por diversos autores com olhares múltiplos. Há quem os veja pelo aspecto do desenvolvimento humano, antropológico, psicológico, educativo, artístico e cultural. Piaget, Vigotski, Lowenfeld, Luquet, Rhoda Kellogg, Florence de Mèredieu, Silvana Augusto, Edith Derdik, Miriam Celeste Martins e Rosa Iavelberg, entre outros, contribuíram para compreender a importância do desenho nos primeiros anos da criança e nos ajudam a acompanhar as transformações gestuais, de percepção e da capacidade de representação, independente da expressão por meio de desenhos figurativos.
 
Os desenhos são das crianças dos CEIs Barra Manteiga, Toca do Coelho e Corre Cotia, de São Paulo.

Como podemos trabalhar a coordenação motora.




Coordenação motora global (ampla)

A coordenação motora global trata dos movimentos dos membros superiores e inferiores, ela está relacionada à organização geral... do ritmo, equilíbrio, as percepções gerais e ao desenvolvimento da criança.
 
Coordenação motora fina

A coordenação motora fina trata dos movimentos realizados pelas mãos e dedos e também de sua ligação entre a mão e o olho, a coordenação visomotora. Esse desenvolvimento é de grande relevância para a escrita e necessita que a criança tenha boa tonicidade muscular nos membros superiores e inferiores.
 
COMO PODEMOS TRABALHAR A COORDENAÇÃO MOTORA FINA:

Muitas atividades podem ser realizadas com esse intuito, inclusive a coordenação é muitas vezes trabalhada sem se ter consciência nas atividades mais comuns do dia a dia, dessa forma deixo para vocês algumas dicas de atividades:
dobrar papel;
rasgar papel;
enrolar papel;
furar papel com furador;
carimbar papel,
colar papel;                                                                                                    
recortar com tesoura;
ligar pontos;
fazer contornos e colorir;
desenhar;
colorir/pintar com giz de cera, lápis de cor, pincéis;
montar lego;
modelar massinha ou argila;
alinhavar materiais perfurados;
bordar no tecido ou no papel;
abotoar e desabotoar "botões";
abrir e fechar zíper;
abrir e fechar velcro;
amarrar cadarço...
 
Abaixo você pode conferir algumas atividades ligadas ao desenvolvimento da coordenação motora global ou fina, caso queira se informar mais sobre o assunto logo após as atividades você encontra alguns conceitos que podem ser úteis.
 
ATIVIDADES PSICOMOTORAS GLOBAIS
 
VAI E VÉM

Objetivo – Desenvolver a coordenação ampla, viso-motora, atenção e tônus muscular
Atividade – A atividade é desenvolvida com um brinquedo que deve ser utilizado em duplas, o brinquedo pode ser desenvolvido com garrafas pets, fitas adesivas, argolas e fios ou adquirido em lojas especializadas.
Desenvolvimento da atividade – Os participantes da atividade devem segurar nas extremidades, nas argolas plásticas, dando impulso, ao abrir os braços, no objeto para a outra extremidade.
 
CORDA

Objetivo – Desenvolver a coordenação motora ampla, o esquema corporal, estimular a orientação espacial e temporal, ampliar o equilíbrio, a lateralidade e melhorar o tônus muscular.
Atividade – A atividade é desenvolvida com uma corda de quatro metros em média.
Desenvolvimento das atividades – Pode ser utilizada no chão, em que a criança anda descalça sobre a corda, com os braços abertos, procurando manter o equilíbrio.
Aproveitando a mesma atividade só que agora a criança vai andar de costas sobre a corda.
Ainda esticada no chão a criança pula com os dois pés juntos para esquerda e para direita consecutivamente.
A corda pode ser erguida dez centímetros do chão para a criança pular de um lado para o outro.
A corda pode ser utilizada pela dupla como cabo-de-guerra, no meio do espaço utilizado deve ter uma marca no chão, para visualizar quem está vencendo o cabo-de-guerra. As crianças podem pular corda.
 
BAMBOLÊ

Objetivo – Desenvolver a coordenação motora ampla, o esquema corporal, estimular a orientação espacial e temporal, ampliar o equilíbrio, a lateralidade e melhorar o tônus muscular.
Atividade – A atividade é desenvolvida com quatro bambolês em média.
Desenvolvimento das atividades – Uma criança deve segurar o bambolê, enquanto outra vem engatinhando para passar por dentro do bambolê.
Girar o bambolê na cintura e outras partes do corpo, como pescoço e braço.
Com alguns bambolês alinhados lado a lado no chão, andar com a perna esquerda no bambolê esquerdo e a direita no bambolê direito.
Ainda com os bambolês no chão pular com os dois pés de um bambolê para outro.
Com um bambolê somente pular para dentro e para fora. Brincar com o bambolê na mão, rodando-o como se fosse um volante. Passar o bambolê pelo corpo inteiro a começar pela altura da cabeça.
 
ATIVIDADES PSICOMOTORAS FINAS
 
ALINHAVOS

Objetivo – Desenvolver a coordenação motora fina, coordenação viso-motora, esquema corporal, estimular a orientação espacial, a lateralidade e melhorar o tônus muscular.
Atividade – A atividade é desenvolvida com alinhavos preparados com papel cartão e figuras plastificado ou adquiridos prontos.

Desenvolvimento da atividade – A criança deve trabalhar o alinhavo de forma livre ou orientada pelo professor. É possível trabalhar o alinhavo associando outros conhecimentos como as formas geométricas, números, letras, animais, meios de transporte.
 
ESPONJAS

Objetivo – Desenvolver a coordenação motora fina, coordenação viso-motora, esquema corporal e melhorar o tônus muscular.
Atividade – A atividade é desenvolvida com uma bacia com água e várias esponjas coloridas, com texturas/dureza diferenciadas.
Desenvolvimento das atividades – Colocar as esponjas na água e pedir para a criança retirar uma a uma apertando bem retirando toda água da esponja.
 
PINÇA

Objetivo – Desenvolver a coordenação motora fina, coordenação viso-motora, esquema corporal, a lateralidade e melhorar o tônus muscular.
Atividade – A atividade é desenvolvida com dois (ou três) recipientes um com objetos e outro vazio e uma pinça tamanho médio.
Desenvolvimento das atividades – A criança deve transportar os objetos que estão em um recipiente com a pinça para outro recipiente vazio. Pode ser realizado também pedindo que a criança coloque os objetos no recipiente esquerdo ou direito.
 
ABOTOAR BOTÕES

Objetivo – Desenvolver a coordenação motora fina, coordenação viso-motora, esquema corporal, a lateralidade e melhorar o tônus muscular.
Atividade – Placa de feltro com botões pregados e recortes coloridos de feltro no formato de flores.
Desenvolvimento das atividades – A criança receberá a placa com as flores encaixadas nos botões para verificar o resultado final da atividade, as flores de feltro são retiradas e a criança começa a abotoar os retalhos nos botões.
 
CAIXA DE MACARRÃO

Objetivo – Desenvolver a coordenação motora fina, coordenação viso-motora, esquema corporal e melhorar o tônus muscular.
Atividade – Será utilizado uma caixa forrada de material neutro com furos e macarrões do tipo penne.
Desenvolvimento das atividades – A criança recebe a caixa forrada com furos e os macarrões e é orientada para colocar os macarrões nos diversos buraquinhos da caixa.
 
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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Bebê conforto não é lugar de permanência.



Aí vai uma dica preciosa para as mamães e professoras de berçário sobre a permanência dos bebês em bebê conforto,pois
bebê conforto não é lugar de permanência....
A maioria dos bebês-confortos e cadeirinhas de carro é projetada para permitir que o bebê durma confortável, com a cabeça e a coluna bem apoiados, sem que o pescoço fique "pendurado". A grande vantagem desse tipo de equipamento é permitir que o bebê durma em trânsito -- no carro ou num passeio. Desde que a cabeça esteja bem apoiada, não há problema em a criança dormir por períodos curtos semi-sentada no bebê-conforto.
No caso de uma viagem de carro muito longa, faça paradas mais ou menos de duas em duas horas para tirar a criança da cadeira e permitir que ela se movimente um pouco (mas não precisa acordá-la se ela estiver dormindo!).
Se o seu bebê estiver com o nariz muito entupido por conta de um resfriado ou uma alergia, você pode tentar colocá-lo no bebê-conforto para dormir, para que ele fique com a cabeça mais elevada e respire com mais facilidade. Porém só recorra a essa tática em último caso, e assim que puder transfira a criança para o berço.
Babás e berçários devem ser orientados a não deixar o bebê por longos períodos no bebê-conforto. Pesquisas mostram que a permanência por muito tempo na posição semi-sentada pode provocar vômitos em crianças com refluxo e diminuir a oxigenação do sangue, em especial durante o sono.
Outra opção possível para esses problemas são os colchões anti-refluxo, que proporcionam a elevação da cabeça sem fazer com que ela "caia".
Para resumir, não há problema em bebês saudáveis dormirem por até três horas no carrinho, no bebê-conforto ou na cadeirinha de carro, mas é recomendável deixar essa opção para a última alternativa, e sempre preferir uma superfície mais plana para o sono do bebê.
 
Bebê conforto:
Ele é um importante item de segurança, mas só serve para transportar o bebê.
O bebê-conforto merece muita atenção dos pais, tanto na hora de comprar, como na hora de usar. Em primeiro lugar, é bom esclarecer que esse é um dos equipamentos infantis cujas características mais mudaram nos últimos anos. Não faz muito tempo, o bebê-conforto era uma cadeirinha molenga, sem estrutura de segurança nenhuma, que os seus pais utilizavam simplesmente para transportar o filho de cá para lá, segurando-o por uma alça. Por causa de sua estrutura frágil, ele não seria para transportar o bebê no carro.
Pois bem, nos dias de hoje, bebê-conforto é sinônimo de cadeirinha de segurança para lactentes e, dessa forma, está sujeito aos procedimentos de certificação segundo o regulamento técnico de qualidade do Inmetro. Comprar um bebê-conforto sem o selo do Inmetro é impensável, pois é a certificação do Inmetro que garante a segurança do seu bebê em caso de acidente de automóvel! Ele deve ser instalado no banco traseiro, voltado para a parte de trás do veículo.
Mas é importante ressaltar que os requisitos de segurança do Inmetro se referem somente ao uso no carro. Só que muitos pais costumam usar o bebê-conforto também para carregar o bebê quando estão a pé. E é aí que mora o perigo.
Sempre que você retirar o bebê-conforto do carro com o seu bebê dentro, mantenha os cintos de segurança afivelados, pois a partir de poucos meses de vida as criancinhas movem-se muito rapidamente, são muito ativas e levam menos de um segundo para saltar da cadeirinha. Jamais coloque o bebê-conforto em cima de uma superfície elevada, como uma cômoda, mesa ou mesmo uma cadeira, pois quedas são frequentes, com o agravante de que os bebês costumam cair de cara no chão com o bebê-conforto por cima, aumentando muito o risco de machucados sérios na cabeça ou no rosto. Lugar de bebê-conforto é no chão!
Alguns pais retiram o bebê dormindo de dentro do automóvel e tendem a colocar o bebê-conforto dentro do berço, para não acordá-lo. Nunca faça isso, porque o bebê-conforto fica instável sobre uma superfície macia, pode virar ou permitir que o bebê escorregue para uma posição que o coloca em risco de sufocação. Bebê-conforto não é lugar de dormir! Se o bebê adormece durante uma viagem de carro, tudo bem, porque nessa circunstância ele tem que permanecer afivelado, mas assim que chegar ao destino, deve ser colocado no berço.
Por outro lado, os ortopedistas insistem que o bebê-conforto é exclusivo para transporte, porque a permanência do bebê por tempo excessivo numa mesma posição pode levar a um achatamento progressivo da parte posterior da cabeça. Além disso, ao comprar um bebê-conforto, é recomendável verificar se ele deixa espaço suficiente para o bebê ficar com as pernas levemente afastadas, pois se for muito apertado pode causar problema de desenvolvimento das articulações dos quadris.


 
 

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Cadeirinha e ovo não são lugares para dormir.

 
 
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As cadeirinhas de bebé que são usadas nos automóveis e os ovos que, nos primeiros meses, ajudam no transporte, são cada vez mais essenciais no quotidiano das famílias. Mas, de acordo com especialistas norte-americanos, não devem substituir o berço quando se trata de colocar a criança para dormir. Isto porque uma recente investigação publicada no “The Journal of Pediatrics” garante que aqueles equipamentos aumentam o chamado “risco de sufocação por mau posicionamento”, em especial nos primeiros dois anos de vida.

Tal não significa impedir o bebé de adormecer sempre que está no ovo ou na cadeirinha, ou mesmo nos assentos que balançam, mas sim garantir que se tratam de ocasiões passageiras e não um hábito enraizado. Para além dos problemas causados pelas posições adotadas durante o sono, no caso das cadeirinhas auto os investigadores do Penn State Medical Centre detetaram um outro risco relacionado com cordões e cintos de segurança mal instalados.

A sufocação por posicionamento acontece devido ao facto de as vias aéreas das crianças muito novas serem bastante maleáveis e os bebés não possuírem ainda força muscular para se moverem de forma autónoma. Quando a gravidade funciona, o sistema respiratório pode entrar em colapso num intervalo de poucos minutos.

“Muitos pais usam este tipo de equipamentos para fins diferentes dos que foram criados, sem se aperceberem de alguns riscos”, recorda Erich K. Batra, um dos especialistas envolvidos no trabalho, frisando que “podem passar muitas horas até que o bebé que está a dormir na cadeirinha ou no ovo seja novamente visto”. É por isso que, defende, “para prevenir situações graves, nenhuma criança deve ser deixada a dormir nestas condições sem uma supervisão constante”.
 
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